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A LÍDER MARGARIDA

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“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. Com a frase de efeito, Margarida Alves, foi marcada para morrer durante seu discurso durante comemoração ao Dia do Trabalho em Alagoa Grande, cidade a 119 km de João Pessoa. Suas palavras tinham um tom profético, pois três meses depois, a 12 de agosto de 1983 ela foi assassinada na porta de casa por um matador de aluguel.

Margarida, casada, mãe de um filho, tornou-se líder sindical e conhecida pelas suas reivindicações às mulheres trabalhadoras do campo, como ter carteira assinada, direito as férias, 13º salário, um pedaço de terra, uma vida digna, enfim. Suas ideias eram contrárias aos latifundiários, os patrões da região que, possivelmente foram os mandantes do crime.

Os culpados não foram julgados, mas a sua morte, serviu de inspiração para a criação da Marcha das Margaridas realizada anualmente em Brasília, quando trabalhadoras ligadas aos sindicatos rurais de todo Brasil, se reúnem para reivindicar, protestar, inclusive contra a violência. A sua bandeira continua a tremular.







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