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A SIMPATIA DE MARIQUINHA

cruz

Maria Miguel da Silva era seu nome verdadeiro, mas no Cangaço era chamada de Mariquinha, a companheira de Angelo Roque, conhecido como Labareda. Foi a  segunda mulher a entrar no bando e era cunhada e prima de Maria Bonita, por ser irmã do primeiro marido da Rainha do Cangaço. Acompanhou   Ângelo Roque por mais de 10 anos e a exemplo de Maria Bonita, criou coragem e deixou o marido Elizeu para seguir o   grupo, uma vez que seu casamento não ia bem.

Mariquinha era baiana da Malhada da Caiçara, baixinha, magrinha, porém muito esperta, segundo seus companheiros. Morena, cabelos lisos fazia amizade com facilidade. Era a menor das cangaceiras, mas superava o tamanho pela simpatia.

Foi   uma das que consegui u escapar do massacre   de Angico em 1938. Morreu no ano seguinte pela volante de Odilon Flor durante demorado tiroteio em Riacho Negro, Sergipe. Eram 15 soldados contra oito cangaceiros. Ela, e mais dois cangaceiros foram decapitados e suas cabeças carregadas num carro de boi para Paripiranga, Bahia, como era o costume das volantes e depois expostas como troféus. Satisfeitos, os soldados foram se deliciar com doce de leite na casa de uma família amiga.

Sua vida no Cangaço não teve grandes feitos. Entretanto,  não passou despercebida. Uma fato sua é raridade. O escritor João de Souza, de Paulo Afonso, tem apenas foto da sua sepultura.







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