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CÉLIA, A FLOR NATIVA

sanchez

Ela nasceu em Cuba em 1920, filha de médico e tinha oito irmãos. Célia Sánchez Manduley desde cedo revelou duas tendências: liderança e simpatia. Muito jovem, ingressou no Partido do Povo Cubano, por influência do pai que fazia oposição ao governo Fulgêncio Batista. Todos conhecem a história de Fidel Castro, mas poucos sabem que ela esteve no centro da Revolução Cubana.

Célia usou o seu poder de comunicação para organizar um movimento de guerrilha libertadora. O movimento criou corpo e em 1957, ela entrou no Exército Rebelde tornando-se uma brava guerrilheira e fiel aliada de Fidel Castro.

Sendo amiga íntima de Fidel, passou a organizar a vida dele e era a única de ousava criticá-lo. Foi a primeira guerrilheira da Sierra Maestra, e isso, abriu oportunidades para outras mulheres seguir seu exemplo. Tendo poder e sabedoria para comandar, esteve à frente no ataque ao Quartel Uvero, saindo-se vitoriosa ao exército de Batista. Dizem que as grandes decisões políticas partiam dela. Além do comando, Célia controlava tudo, inclusive as finanças do grupo.

Tinha a mania de anotar, guardar, escrever, tudo o que acontecia sob a justificativa de “preservar a história”. Fez parte do Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Era ferrenha defensora das artes, da moda, da gastronomia e das flores da região, tudo em nome da história. Amava tanto as flores que, Fidel a chamava de ‘flor autóctone” (nativa).

Morreu de câncer em 1980 e a casa onde nasceu agora é museu. Ganhou um mausoléu em Havana onde está sempre coberto de flores. É tida como heroína. E mais: é impossível escrever a história de Fidel Castro sem citar Célia Sanchez. Guerrilheira sim, mas sem perder a ternura.







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