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GUERRILHEIRA FELIPA

 

Aos poucos, elas vão surgindo na nossa história, como mulheres valentes que tiveram importância. Maria Felipa de Oliveira foi uma delas. Nascida em 1873, na Ilha de Itaparica, Bahia, negra, pobre, pescadora de mariscos, capoeirista, filha de escravos. Pelo jeito não tinha chance de ser “alguém” na vida. Engano. Essa Maria liderou um grupo de 200 pessoas composto de homens, mulheres e índios, construindo trincheiras e uma vigilância permanente para impedir e resistir o desembarque de tropas estrangeiras no litoral baiano na Praia de Manguinhos, em 1822.

Ela comandou a destruição das embarcações, incendiando tudo e o mesmo ato se repetiu na Praia do Convento no ano seguinte. Felipa ainda convenceu 40 mulheres a seduzir os portugueses, embriagá-los e depois surrá-los com galhos de urtiga, conhecido também como cansanção. Esse mato deixa a pele queimando por muito tempo.

A finalidade dessa surra, era tornar os portugueses impotentes. Ela queria   incendiar os barcos, uma vez que eles tentavam fugir pelo mar.

Maria Felipa é considerada heroína da Independência da Bahia. Seu mérito só apareceu 187 anos depois. Afinal, coube a ela dar vitória a essa batalha. Morreu em 1873.







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