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INACINHA, A ENCRENQUEIRA

inacinha

Ela nasceu em Glória (Paulo Afonso), na Bahia em 1936 e recebeu o nome de Maria das Dores. Descendente dos índios pankararés não negava as origens: morena, cabelos ondulados e pretos, baixinha. Bonitinha. Entrou para o bando sendo companheira do cangaceiro Gato, um dos mais valentes. Apesar de ser faladeira, Inacinha, como era chamada, não agradava, pois gostava de criar confusão do nada. E por isso, era hostilizada.

Estava no oitavo mês de gravidez, na fazenda Retiro, Alagoas, esperando a hora de parir, quando o bando de Corisco foi atacado pela volante do então sargento Bezerra e Inacinha levou um tiro no traseiro tendo a bala saído pela barriga sem atingir a criança. Os cangaceiros conseguiram fugir, mas ela baleada não. Gato ainda tentar carregá-la nos braços, mas foi por pouca distância. Estava muito pesada e o jeito foi deixá-la e correr para sobreviver.

Inacinha foi presa e levada para a Cadeia de Piranhas. Seu companheiro ao saber do fato, ficou transtornado e armou um plano para resgatar sua mulher. No trajeto, revoltado, o cangaceiro saiu atirando, matando quem encontrasse pela frente. Foram mais de 11 mortes, segundo os companheiros.

Mesmo com todo esforço e violência, ele não encontrou Inacinha na cadeia. Encontrou a morte através das volantes. E sua ex-companheira casou logo depois com um motorista de caminhão conhecido como Pé na Tábua. E seguiu a nova vida. Uma danada, essa Inacinha.

 







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