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NAIR, A CARICATURISTA

Bem-nascida, filha do barão do Teffé, herói de guerra, Nair nasceu no Rio de janeiro em 1886, mas foi morar em Paris com os pais quando tinha um ano de idade. Desde pequena revelou aptidão para caricaturas desenhando colegas. Uma delas, chamou atenção. Era a caricatura de uma freira de nariz grande e feio. Foi seu primeiro sucesso.

De volta ao Brasil, adulta e em plena Belle Époque, Nair começou a colaborar com a Revista Ilustrada, um encarte da famosa revista Fon Fon, usando o pseudônimo de Rian, Nair, ao contrário. Colaborou ainda com os jornais Gazeta de Notícias, Careta, O Malho, Revista da Semana, sempre “retratando” políticos, seu alvo preferido. A essa altura, já famosa, ser caricaturado por ela era sinônimo de prestígio. Em 1912, foi a vez da sua exposição no Jornal do Commercio do Rio. O então presidente Hermes da Fonseca esteve presente e se encantou com Nair, a primeira mulher caricaturista do mundo.

Tempos depois, Hermes da Fonseca fica viúvo e pede Nair em casamento. Foi a primeira mulher do Brasil a casar com um presidente em pleno governo. Nossa artista, culta e bela,  foi obrigada a dar uma pausa nos trabalhos, mas inquieta, inovou os saraus no Palácio do Catete. Em vez das polcas e valsas, a primeira dama tocava violão com músicas de Chiquinha Gonzaga ou o maxixe Corta-Jaca. Uma ousadia. Afinal, o violão era considerado um instrumento imoral, bem como a seleção musical.

Viúva, foi morar em Petrópolis onde fundou a Academia de Letras. Sentindo a velhice chegar, retirou-se para um sítio em Niterói com os filhos adotivos e seus cachorros. Morreu em 1981. Famosa.

 







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