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NOSSA PRIMEIRA ROMANCISTA

firmina

 

Superação. É como se pode definir Maria Firmina dos Reis, uma maranhense nascida em 1825. Era pobre, negra, bastarda e adotada. Enfrentou preconceito por tudo isso, dedicando-se ao estudo bancado por uma tia. Aos 22 anos passou em concurso público e foi nomeada professora. Começou aí, a sua caminhada para a galeria das mulheres pioneiras que desafiaram o seu tempo.

Firmina é considerada a primeira romancista brasileira. Tendo dotes literários, escreveu Úrsula, obra apontada como o primeiro romance abolicionista do Brasil. Ela descobriu o caminho do romance para denunciar as injustiças da sociedade patriarcal do Brasil para com as mulheres e os escravos. Os excluídos. Nessa obra, a escritora se antecipou a Castro Alves, época em que a ficção e a prosa ainda engatinhavam.

Além do ensino escolar, essa maranhense colaborava em vários jornais literários. Conseguiu escandalizar o meio social do seu Estado, criando em 1880, uma escola mista e gratuita. Meninos e meninas juntos na mesma sala de aula. Apesar do sucesso, o governo fechou a escola três anos depois.

Colaborou em vários jornais literários com poesias e contos. Escreveu outros livros, mas sua obra Úrsula foi marcante. Entretanto, Firmina teve a alegria de ver a Proclamação da República e a abolição da escravatura. Morreu em 1917 aos 92 anos de idade no interior do Maranhão.







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