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O ASSALTO DE ÁGUA BRANCA

 

Joana Vieira Sandes era a moradora mais famosa de Água Branca,  uma pequena cidade alagoana situada às margens do rio Moxotó. Casada com Joaquim de Siqueira Torres, o barão da Água Branca, dona Joana era conhecida pela altivez e filhos ricos respeitados. Oito ao todo. Entre eles, um juiz de direito e um padre, aliás, o que batizou Virgolino.

Ficou viúva, mas continuou poderosa e temida. Certa vez, Lampião mandou pedir 20 contos de reis a baronesa e teve como resposta: “ os 20 contos, eram para comprar bala e acertar a cabeça dele”. Lampião ficou indignado e ficou maquinando vingança. Passou um ano planejando o ataque que foi perfeito. Em junho de 1922 ele, e mais 30 homens, usando de estratégias, invadiram à casa da baronesa levando joias, roupas, 30 contos de reis, perfume, ouro e ainda cabras leiteiras. De quebra, um cordão de ouro de três metros de comprimento, mas ele nunca apareceu com essa relíquia.

Essa invasão aconteceu pela manhã, bem cedo, pegando todos de surpresa, sobretudo a polícia que nada pôde fazer. E, para completar a façanha, Lampião desfilou de braço dado com a baronesa na rua, mostrando sua ousadia.

O fato, deu fama a Lampião que acabara de assumir o comando do bando herdado de Sinhô Pereira. Mostrou a que veio.

 







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