AS COADJUVANTES (FINAL)

out 29, 2020 | 0 Comentários

 

Chegamos ao final da série sobre as cangaceiras que foram quase esquecidas no Cangaço. É possível que existiram outras, mas a história as deixaram quase esquecidas. Pinçamos essas que, de alguma maneira, escreveram suas vidas:

Maria Dórea – Companheira de Zabelê e pertenciam ao Bando de Corisco. O casal e mais outros estavam na zona rural da Bahia, local chamado de Monte Alegre, quando foram surpreendidos pela volante alagoana havendo um tiroteio que durou cerca de 15 minutos. Nele, morreram Azulão, Canjica, Zabelê e a própria Maria Dórea. Todos tiveram as cabeças decepadas, bem como os dedos para levar os anéis, como era o costume dos soldados. Todo dinheiro dos bornais também foi levado.

Maria Honorina – Mulher de Volta Seca, um dos cangaceiros mais famosos. Os dois fugiram do esconderijo e na fuga, encontraram com alguns “macacos”, mas conseguiram escapar porque correram feito atletas em competição. Volta Seca entregou sua Honorina a sua família que a escondeu durante anos…

Marina – Pertencia ao Bando de Moreno e era mulher do cangaceiro João Vital. Deu à luz nas matas de Tacaratu, Pernambuco e em seguida andou mais de três quilômetros com a criança deixando rastro de sangue na caatinga e mesmo assim, a volante não encontrou os dois. Conseguiram sobreviver.

Otília Maria de Jesus, ou simplesmente Otília, companheira de Mariano. Baixinha, mulata e alegre.

Pariu um menino que foi entregue pelo pai com 24 horas de nascido ao padre Firmino Pinheiro de Tacaratu. Pernambuco, com uma carta pedindo que o criasse. Foi batizado com o nome de José.

Presa, Otília, apanhava muito para dizer os segredos do Cangaço. Aguentou firme e tempos depois foi solta. Desapareceu no horizonte sertanejo ….

 

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *